7 DE SETEMBRO: DIREITA OCUPA AS RUAS E AUMENTA PRESSÃO SOBRE LULA E MORAES EM TODO O BRASIL

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Manifestações realizadas neste Dia da Independência transformam o 7 de Setembro em demonstração de força da oposição; atos cobram mudanças no governo federal, criticam Alexandre de Moraes e defendem maior equilíbrio entre os Poderes

O 7 de Setembro de 2026 ganhou forte caráter político em diversas cidades brasileiras. Vestidos de verde e amarelo, com bandeiras do Brasil e palavras de ordem em defesa da liberdade, manifestantes ligados à direita foram às ruas nesta segunda-feira para protestar contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e contra a atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

As mobilizações acontecem em diferentes Estados e mostram que a direita pretende transformar as ruas em uma das principais vitrines de sua força política na reta decisiva das Eleições de 2026. Segundo levantamento publicado nesta segunda-feira, atos foram organizados em pelo menos 15 cidades brasileiras.

“Fora Lula” e “Fora Moraes” dominam manifestações

Entre as principais mensagens levadas às ruas estão as palavras de ordem “Fora Lula” e “Fora Moraes”.

Os manifestantes criticam a condução do governo federal e cobram respostas diante das recentes controvérsias envolvendo o Supremo Tribunal Federal. Alexandre de Moraes voltou ao centro dos protestos após novos episódios que ampliaram o desgaste político em torno de sua atuação.

Em São Paulo, o PL escolheu justamente essas duas bandeiras como motes centrais do grande ato convocado para a Avenida Paulista. A organização declarou trabalhar com a expectativa de reunir cerca de 100 mil pessoas, embora o número definitivo de participantes ainda dependa de levantamentos independentes após o encerramento da manifestação.

Paulista vira palco central da direita

A Avenida Paulista se consolidou mais uma vez como um dos principais pontos de mobilização conservadora do país.

O ato desta tarde tem entre seus principais nomes o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

A manifestação também ocorre em um momento de crescimento da disputa eleitoral. Flávio Bolsonaro busca utilizar a mobilização popular como demonstração de capacidade de convocação da direita e do eleitorado de oposição.

Mais cedo, outros presidenciáveis identificados com setores da direita também realizaram atividades em São Paulo. Romeu Zema participou de caminhada na Paulista, enquanto Renan Santos realizou manifestação na região do Ibirapuera. Ambos fizeram críticas a Alexandre de Moraes e ao STF.

A presença de diferentes lideranças mostra que, apesar das disputas eleitorais internas, existe convergência significativa entre parcelas da direita em torno das críticas ao atual governo e de questionamentos sobre a atuação de integrantes do Judiciário.

Brasília também registra protestos contra Lula e Moraes

Na capital federal, manifestações ocorreram paralelamente às celebrações oficiais do Dia da Independência.

Dois atos foram registrados no Plano Piloto: um nas proximidades do Banco Central e outro no estacionamento da Funarte. Manifestantes cantaram o Hino Nacional, exibiram bandeiras brasileiras e pediram a saída de Lula e de Alexandre de Moraes.

Além das críticas ao ministro, participantes cobraram do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o avanço de pedidos de impeachment apresentados contra Moraes.

Um dos atos contou com participação de políticos do PL, incluindo a deputada Bia Kicis e o senador Izalci Lucas. Também foram registradas manifestações de apoio ao ministro do STF André Mendonça, que passou a ser elogiado por setores conservadores em meio às recentes disputas dentro da Corte.

Crise no STF dá novo combustível às ruas

Um dos fatores que ajudam a explicar a intensidade das manifestações deste ano é a crise recente dentro do Supremo.

Alexandre de Moraes enfrenta questionamentos políticos renovados após a divulgação de informações relacionadas ao caso envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro. A repercussão dos episódios aumentou a pressão sobre o ministro e passou a ser explorada por candidatos e lideranças da oposição.

Romeu Zema, por exemplo, anunciou que utilizaria seu ato deste 7 de Setembro para defender publicamente a saída de Moraes.

Parte da direita passou também a apresentar a pauta não como um ataque ao Supremo enquanto instituição, mas como uma defesa da necessidade de preservar a credibilidade da Corte por meio da responsabilização individual de seus integrantes. Esse argumento apareceu com força nas mobilizações deste domingo.

Eleições de 2026 entram definitivamente nas ruas

Além das reivindicações institucionais, o 7 de Setembro passou a funcionar como um importante termômetro político para outubro.

Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas, Michelle Bolsonaro, Romeu Zema, parlamentares e lideranças conservadoras participam diretamente da mobilização, mostrando que a oposição pretende chegar à eleição sustentada não apenas pelas redes sociais e pela propaganda eleitoral, mas também pela presença física nas ruas.

A estratégia ganha relevância porque pesquisas recentes indicam uma disputa presidencial competitiva entre Lula e Flávio Bolsonaro. Levantamento PoderData divulgado na semana passada apontou empate técnico entre os dois em eventual segundo turno, aumentando ainda mais a importância política das manifestações deste 7 de Setembro.

Verde e amarelo volta a simbolizar oposição

Em diversos atos, as cores da bandeira nacional voltaram a predominar.

Camisetas da seleção brasileira, bandeiras do Brasil, faixas pela liberdade e referências ao patriotismo compuseram o cenário das manifestações.

Para os participantes, o Dia da Independência tornou-se também uma oportunidade de defender mudanças na condução política do país e cobrar limites entre os Poderes.

O movimento pretende transmitir uma mensagem clara: a direita continua mobilizada, organizada e disposta a transformar o descontentamento de parte do eleitorado em força eleitoral nas urnas.

Com manifestações ainda previstas ou em andamento durante esta tarde de 7 de setembro de 2026, especialmente na Avenida Paulista, o tamanho definitivo da mobilização só poderá ser dimensionado depois da conclusão dos atos.

Mas politicamente, o recado já está dado: a oposição voltou às ruas e escolheu o Dia da Independência para elevar o tom contra Lula e Alexandre de Moraes, colocando a liberdade, a fiscalização dos Poderes e a mudança de governo no centro da disputa eleitoral de 2026.