Por: Kizzi Salgado
Se tem algo que aprendi ao entrevistar as idealizadoras e as mães do Movimento Mães Atípicas em Saquarema (MAES), foi o seguinte: elas não querem a sua pena. A pena é um olhar que diminui, que subestima e que, no fundo, isola ainda mais. O que essas mulheres exigem, e com toda a razão, é algo muito mais digno. Elas buscam inclusão, solução e direção.
O fim da invisibilidade
Muitas vezes, a sociedade e o poder público olham para a criança neurodivergente e para sua mãe com um julgamento silencioso ou uma compaixão vazia. Mas, no programa Conexões de Valor, o que ouvimos foi um basta à invisibilidade. Essas mães querem que seus filhos sejam vistos e ouvidos como cidadãos de direitos. Elas não aceitam mais que eles sejam tratados como figuras à margem da sociedade. O objetivo é que o mundo se adapte à diversidade, e não que as crianças sejam escondidas por não se encaixarem em um padrão.
A garra de quem busca respostas
O que me cativou nessas mulheres foi a recusa em aceitar o papel de vítimas. Elas possuem uma garra que move montanhas. Onde o sistema oferece silêncio, elas fazem barulho. Onde falta direção, elas se unem para criar o caminho. O MAES, fundado por Ludmila Dasilio, Renata Ramos, Beatriz Bravo e Maria Diléia, é o resultado prático dessa indignação transformada em amor. Elas montaram uma rede de apoio para que nenhuma mãe precise baixar a cabeça diante de um diagnóstico ou de um olhar de julgamento.
O que elas realmente buscam?
Elas buscam respostas concretas. Não querem apenas palavras de apoio, mas terapias que funcionem e escolas que acolham de verdade. Querem respeito à jornada, o fim do julgamento sobre a forma como educam e, principalmente, oportunidades para que o futuro de seus filhos não seja limitado pelo preconceito alheio. Como elas mesmas reforçam, o diagnóstico não é o fim, mas o começo de uma jornada de luta. E no MAES, nenhuma mãe precisa caminhar sozinha.
Faça parte dessa rede de transformação!
A inclusão verdadeira só acontece quando todos nós nos envolvemos. Não seja apenas um espectador: siga o perfil @maesatipicasemsaquarema no Instagram, compartilhe esta matéria para que mais famílias saibam que não estão sozinhas e ajude a dar voz a quem luta por dignidade todos os dias.
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