Governo Lula, já aumentou 27 impostos e taxas desde 2023, o que afeta no seu bolso

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Escrito por: Keith Carvalho

Governo Lula, já aumento 27 impostos e taxas desde 2023, o que afeta o bolso do brasileiro

Desde a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em janeiro de 2023, o governo federal tem intensificado ações para elevar a arrecadação e tentar cumprir a meta de déficit zero. A principal estratégia adotada até agora tem sido o aumento de impostos, revisão de isenções e criação de novas taxações. Segundo levantamento, foram mais de 27 medidas adotadas nesses quase três anos de mandato, que impactam diretamente o dia a dia dos brasileiros. De compras internacionais à tributação de investimentos, as mudanças reforçam o caixa da União — mas geram críticas do setor produtivo e de economistas. As iniciativas incluem altas em alíquotas de importação, mais taxas sobre petróleo, elevação de PIS (Programas de Integração Social)/Cofins (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social) e IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). O presidente também revogou alguns benefícios fiscais que resultaram em mais impostos pagos por alguns setores. Além disso, mudou o sistema de votação de recursos apresentados ao Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), o que resultou em uma maior cobrança de taxas das empresas.

Vamos entender as medidas adotadas desde 2023 até 2026 que incluem aumento de tributos, fim de isenções e novas cobranças.

As medidas abrangem diversas áreas da economia, e o governo argumenta que são necessárias para equilibrar as contas públicas. Veja os principais pontos:

1.Aumento do IOF

  • Cartões internacionais: a alíquota do IOF em compras no exterior subiu de 3,38% para 3,5%.
  • Compra de moeda estrangeira em espécie: passou de 1,1% para 3,5%.
  • Crédito a empresas: a alíquota diária dobrou de 0,0041% para 0,0082%.
  • Seguro de vida (VGBL): agora incide 5% de IOF sobre aportes mensais superiores a R$ 300 mil.

2. Fim de isenções fiscais

  • LCI, LCA, CRI e CRA: aplicações que eram isentas de Imposto de Renda passaram a ser taxadas em 5%.
  • Juros sobre Capital Próprio (JCP): a alíquota subirá de 15% para 20% a partir de 2026.
  • CSLL para instituições financeiras: aumentou de 9% para 15%.

3. “Taxa das blusinhas”

Aprovada em 2024, a taxação impõe 20% de imposto sobre compras internacionais acima de US$ 50, afetando consumidores de plataformas como Shein, Shopee e AliExpress.

4.Tributação de apostas esportivas (“bets”)

  • Outorga de operação: cada empresa pagou R$ 30 milhões.
  • Tributação total: com as novas regras, a carga tributária pode ultrapassar 50% da receita das empresas.
  • Impostos aplicados: 18% sobre faturamento, IRPJ e CSLL de 15% com adicional de 10% para lucros altos, ISS entre 2% e 5%, além de taxa de fiscalização de até 0,30%.

5. Exoneração da folha de pagamento

  • A desoneração iniciada em 2011 foi revertida.
  • A partir de 2025, a contribuição das empresas subirá gradualmente até atingir novamente os 20% sobre a folha em 2028.

6. Fundos exclusivos e offshores

  • Criada nova tributação para fundos de investimento exclusivos e para aplicações no exterior.
  • Alíquotas: 15% para fundos de longo prazo e 20% para fundos de curto prazo (até 1 ano).

7. Voto de qualidade no CARF

  • Empates em julgamentos agora são decididos em favor da União.
  • A medida pode gerar até R$ 60 bilhões por ano em arrecadação extra, segundo o Ministério da Fazenda.

8. Aumento do IPI sobre armas de fogo

  • Para armas: de 29% para 55%.
  • Para munições e cartuchos: de 13% para 25%.

9. Tributação de criptoativos

  • Ganhos com criptoativos e ativos digitais passaram a ser taxados em 17,5%, com regras padronizadas para impedir evasão fiscal.

Impacto direto no consumidor e no setor produtivo

As medidas adotadas até agora têm provocado reações divergentes. Enquanto o governo alega que são fundamentais para garantir o equilíbrio fiscal e cumprir as metas de responsabilidade com as contas públicas, setores da economia reclamam do peso tributário.

Empresários, investidores e consumidores afirmam que o aumento constante da carga tributária pode desestimular o consumo, reduzir investimentos e comprometer a competitividade do país. No varejo, por exemplo, a taxação sobre compras internacionais já refletiu em queda nas vendas de plataformas estrangeiras e aumento de preços para o consumidor. No mercado financeiro, a perda de isenções em investimentos antes considerados seguros e vantajosos também gerou reações negativas, com muitos poupadores revendo suas estratégias.

Meta fiscal ainda distante, apesar das taxas e tributos altos

Apesar das medidas de arrecadação, o cumprimento da meta de déficit zero segue incerto. O próprio ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já admitiu publicamente que o cenário é desafiador e que a arrecadação precisará crescer ainda mais nos próximos meses.
O governo segue estudando novas formas de compensação fiscal e poderá enviar outras propostas ao Congresso nos próximos trimestres. Até lá, a certeza é que o contribuinte comum continuará sentindo os efeitos das mudanças — no bolso, nos investimentos e até nas compras do dia a dia.

IMPOSTO: 32,3% DO PIB Como consequência do avanço da elevação de impostos desde 2023, a carga tributária do Brasil subiu de 31,2% do PIB em 2022 para 32,3% em 2025, último dado disponível. A parcela do governo central aumentou de 20,6% para 21,4%.

O problema para as contas públicas é que, mesmo com a receita recorde, os gastos crescem em velocidade mais acelerada: arrecadação – foi de R$ 2,71 trilhões em 2024, a maior da série histórica iniciada em 1995. Em 2023, havia sido menor do que em 2022 em valor atualizado pela inflação; deficit nominal – foi de R$ 998 bilhões em 2024, o maior valor da série histórica iniciada em 2002. A dívida bruta fechou o ano passado em 76,1% do PIB. Subiu 4,4 pontos percentuais de janeiro de 2023 a dezembro de 2025.

BENEFÍCIOS AMPLIADOS : As medidas para aumento de impostos, segundo o Planalto, ajudam a equilibrar as contas públicas e a bancar iniciativas sociais, como o Bolsa Família, o Pé-de-Meia e o recém-criado Gás do Povo. Esses programas sociais farão, em 2026, até 38 milhões de pagamentos por mês. Como são auxílios que podem ser acumulados, os benefícios atingirão até 50 milhões de pessoas inscritas no Cadastro Único, de acordo com o Planalto. Todos esses projetos se juntarão à isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 e serão parte da vitrine eleitoral de Lula, que pretende tentar a reeleição.

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Fonte: Ministério da Fazenda e Governo do Brasil

 

Keith Carvalho é esportista a 17 anos, Jornalista (SC), MBA em Marketing e Redes Sociais, Capela, Locutora e profissional na área de comunicação, sendo para negócios, CEO da Carvalho Comunicação, site: www.newscarvalho.com.br . Ouça a jornalista na rádio MFD de segunda a sexta-feira, no programa Café com Bate-papo através do site: www.radiomfd.com das 15h as 16, horário de Brasília.