Encontros de luxo entre ministro do STF e banqueiro entram no radar de investigação

gazetafluminense
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, teria mantido encontros reservados com o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, em reuniões marcadas por ambientes de luxo e exclusividade. As conversas teriam ocorrido em residências sofisticadas localizadas em Brasília e em Campos do Jordão, onde, segundo relatos e registros analisados por investigadores, eram oferecidos charutos cubanos premium e vinhos importados de alto valor.

De acordo com informações atribuídas a fontes ligadas às apurações, mensagens interceptadas pela Polícia Federal e relatos de bastidores indicam que os encontros iam além de compromissos protocolares ou sociais. Em algumas ocasiões, Vorcaro teria servido charutos da linha Cohiba Behike — considerados entre os mais caros do mundo — além de rótulos de vinho de alto padrão, como o Château Lafite Rothschild safra 2010, cujas garrafas podem alcançar valores de milhares de reais.

A suposta proximidade entre o magistrado e o banqueiro ocorre paralelamente a um contrato de cerca de R$ 129 milhões firmado entre o banco e uma empresa ligada à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. A relação comercial passou a ser analisada no contexto das investigações que buscam esclarecer possíveis conflitos de interesse e vínculos financeiros indiretos.

Fontes próximas às apurações afirmam que Moraes teria visitado a residência de Vorcaro em Brasília ao menos duas vezes. Em outra ocasião, em abril de 2025, durante um feriado prolongado em Campos do Jordão, mensagens atribuídas ao banqueiro indicariam que ele comunicou ao ministro sobre uma recente reforma em sua propriedade, descrevendo o local como ideal para encontros noturnos acompanhados de charutos aromáticos e bebidas envelhecidas.

Ainda segundo relatos, a então noiva de Vorcaro, a empresária Martha Graeff, teria comentado em mensagens privadas sobre o clima descontraído e o ambiente sofisticado do encontro.

Até o momento, nem o ministro Alexandre de Moraes nem representantes do Banco Master se pronunciaram oficialmente sobre o teor das informações divulgadas. Especialistas em direito público afirmam que, caso confirmados, os encontros e a relação financeira indireta podem levantar questionamentos sobre transparência e eventual conflito de interesses envolvendo autoridades e instituições privadas.

As investigações seguem em andamento.