Por Marcos Soares – Jornalista – Analista Político
A temperatura política em Brasília segue em ebulição. Nova rodada da pesquisa realizada pelo instituto Real Time Big Data, divulgada nesta terça-feira (3), revela que a desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a superar os índices de aprovação, acendendo o alerta no Palácio do Planalto.
Segundo o levantamento, 51% dos entrevistados afirmam desaprovar a atual gestão, enquanto 44% dizem aprová-la. A oscilação reforça o cenário de desgaste enfrentado pelo petista em seu terceiro mandato.
Avaliação qualitativa
Quando questionados sobre a avaliação do governo federal, os números detalham o humor do eleitorado:
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46% classificam a administração como ruim ou péssima
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27% consideram regular
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26% avaliam como ótima ou boa
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1% não soube ou preferiu não responder
A pesquisa foi encomendada pela Record e ouviu 2 mil pessoas entre os dias 28 de fevereiro e 3 de março. O levantamento possui nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Desafio eleitoral no horizonte
No comando do país pela terceira vez, Lula enfrenta índices de desaprovação que figuram entre os mais elevados desta gestão. À medida que o calendário político avança rumo às eleições de outubro, o presidente tenta reconstruir pontes com segmentos do eleitorado que demonstram maior resistência ao governo.
Apesar do cenário adverso na avaliação administrativa, o levantamento indica que Lula mantém competitividade eleitoral. O estudo testou o petista em possíveis confrontos com Flávio Bolsonaro, Ratinho Júnior e Romeu Zema.
Nos três cenários simulados, Lula aparece numericamente à frente. Contra Flávio Bolsonaro e Ratinho Jr., o cenário projetado aponta empate técnico em eventual segundo turno — quadro que sugere disputa acirrada e polarizada.
O retrato traçado pela pesquisa evidencia um paradoxo: embora a avaliação do governo enfrente resistência majoritária, o presidente ainda preserva força eleitoral frente a adversários testados até o momento. O jogo político, ao que tudo indica, segue aberto.




