Delegado federal afirma que seu nome pode ter sido utilizado de forma indevida e diz ser o maior interessado no esclarecimento dos fatos relacionados à Operação Unha e Carne.
O delegado federal Felício Laterça solicitou oficialmente acesso ao inquérito da Polícia Federal que embasou a quinta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta semana para aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à contravenção no Estado do Rio de Janeiro.
A medida foi adotada após a divulgação de informações indicando que seu nome teria sido mencionado em uma planilha apreendida durante a operação. Em nota e declarações públicas, Laterça rechaçou qualquer ligação com pagamentos irregulares ou com os investigados, afirmando que buscará esclarecimentos diretamente junto à Polícia Federal.
Segundo o delegado, há a possibilidade de seu nome ter sido utilizado por terceiros sem seu conhecimento ou até mesmo de estar sendo alvo de uma tentativa de retaliação em razão de sua atuação no combate ao crime organizado. Ele lembrou ter participado de investigações e denúncias contra grupos envolvidos no contrabando e comércio ilegal de cigarros, hipótese que, segundo ele, pode ter motivado represálias.
“Se meu nome estiver em alguma lista, será a de extermínio, porque fui eu quem denunciou a máfia do cigarro. Agora, se alguém pediu alguma coisa em meu nome, vou descobrir quem foi. Esse canalha será responsabilizado. Também existe a possibilidade de essa mentira ter sido criada por algum político corrupto que denunciei e que agora busca vingança. De qualquer forma, sou o maior interessado nessa investigação e vou buscar todas as respostas junto à Polícia Federal”, declarou.
Laterça ressaltou que pretende acompanhar o andamento das apurações para verificar a origem das informações divulgadas e reafirmou que confia no trabalho da Polícia Federal para esclarecer os fatos.
A Operação Unha e Carne segue em sua quinta fase e investiga uma suposta estrutura de lavagem de dinheiro relacionada à contravenção. Entre os materiais apreendidos pelos investigadores estão planilhas e documentos que, segundo informações divulgadas, fazem referência a agentes públicos e ex-integrantes da política fluminense. As investigações continuam em andamento e, até o momento, a Polícia Federal não confirmou oficialmente o conteúdo atribuído aos documentos nem se manifestou sobre a situação específica envolvendo Felício Laterça.


