O início do verão, tem revelado um cenário preocupante na Praia dos Cavaleiros, a mais movimentada de Macaé, no Norte Fluminense. O que se vê diariamente é a ausência quase total de fiscalização diante do consumo aberto de drogas — principalmente maconha — e de constantes brigas envolvendo grupos que disputam espaço e poder à beira-mar.
Famílias, idosos e crianças, que buscam um dia simples de descanso e diversão, são obrigados a conviver não apenas com o cheiro forte e persistente da droga espalhado pelo ar, mas também com episódios de violência que geram medo e insegurança. Discussões, ameaças e agressões físicas passaram a fazer parte da rotina de quem frequenta a praia, transformando um espaço público de lazer em um ambiente hostil.
O problema vai além do incômodo. A situação coloca em xeque a estratégia da atual gestão municipal, comandada pelo prefeito Welberth Rezende, que tem tentado reposicionar Macaé como destino turístico, rompendo com a imagem de cidade voltada exclusivamente ao turismo de negócios. O avanço do descontrole na orla, no entanto, ameaça diretamente esse projeto. Afinal, que turista se sentirá seguro ao visitar uma cidade onde a principal praia se tornou palco de consumo de drogas e confrontos frequentes?
O que até pouco tempo parecia restrito às manchetes do Rio de Janeiro e da Região dos Lagos agora se repete em Macaé, sem que ações efetivas sejam percebidas pela população. A pergunta que ecoa entre moradores e visitantes é direta: quais medidas concretas o prefeito e a Secretaria Municipal de Segurança pretendem adotar?
Outras cidades brasileiras já vêm adotando estratégias para coibir o uso de drogas em espaços públicos, como multas, reforço do policiamento ostensivo, presença permanente da Guarda Municipal, fiscalização integrada, ações educativas e aplicação rigorosa da legislação.
O que as famílias pedem é simples e legítimo: poder aproveitar um dia de sol, caminhar pela orla e deixar crianças brincarem na areia sem medo de brigas, violência ou de serem obrigadas a respirar o cheiro constante da droga que se espalha pelo ambiente.
O verão que deveria impulsionar o turismo e a economia local corre o risco de consolidar uma imagem negativa para a cidade. A Praia dos Cavaleiros, cartão-postal de Macaé, não pode se transformar em símbolo de insegurança e desordem.

